Assim se escrevia, em caracteres gregos, (a lingua do Novo Testamento), o nome da igreja de Jesus, no tempo dos apóstolos: Ekklesia Iesous Cristos (Assembléia de Jesus Cristo).

"Antes crescei na graça e no
conhecimento de nosso Senhor
e Salvador Jesus Cristo"
(II Pedro 3:18)
 
 
 
   

QUEM MATOU JESUS?
E como seria Ele tratado, se voltasse hoje, nas mesmas condições de Sua primeira vinda?                 

Otto Amaral, RNT(1)

 

    Nosso intuito, ao abordar  este assunto, não é o de discutir as razões da morte de Jesus Cristo. Isso, as Escrituras explanam tão bem, a ponto de ser seu assunto mais importante. Queremos tratar dos homens e das instituições terrenas  que, naquele local e tempo, no plano humano, foram os principais instrumentos do Mal no drama da Paixão. 

 

    Em quase todas as vezes que tentamos abordar esse tema, ouvimos imediatamente a resposta: “Foram todos os pecadores”. Ou variantes dela, como: “Fomos todos nós, por nossos pecados”. Afirmativas desse gênero respondem muito mais à pergunta “Por que morreu Jesus?”, do que à indagação “Quem matou Jesus”?       

    Praticamente não há divergências entre os cristãos quanto ao fato de Jesus haver sido sacrificado para remissão dos nossos pecados. Nós, cristãos, concordamos que o principal ator espiritual desse drama, do lado do Mal, é Satanás, o arquiinimigo de Deus e de Seu Filho, Jesus.  Entretanto, não existe consenso quanto aos homens e às instituições humanas mais diretamente influentes na Sua acusação, condenação e execução. As Escrituras são cristalinas quanto a todos os passos do processo sumário forjado contra o Messias. A História também tem se aprofundado no tema. Ainda assim, persistem respostas divergentes sobre “quem” seria o responsável direto pela morte,  quais as principais “testemunhas” e qual a consistência das “provas” apresentadas contra Ele.

    Em razão de interesses políticos e religiosos, as mais desencontradas versões são apaixonadamente esgrimidas por pessoas, entidades e até por governos. Anti-semitas acusam “os judeus” de haverem matado a Jesus, com a Igreja Católica Romana tradicionalmente fazendo coro à mesma acusação. Os defensores de Israel, por seu turno, acusam Roma (ou o Império Romano, à época dominante da Terra Santa) pela crucificação. Porém, o que dizem as Escrituras sobre tudo isso?

O que todo judeu sabia sobre o Messias

    O propósito de Deus para salvação do homem sempre esteve centrado em Jesus Cristo. Todas as promessas que Ele fez a Eva, a Abraão e a Davi falam literalmente sobre Jesus como Seu descendente. De fato, todo o Velho Testamento aponta para Cristo e profetiza sobre Ele. A Lei de Moisés, que regia a nação de Israel da época de Cristo, indicava constantemente a Jesus: "... A lei se tornou nosso aio, para nos conduzir a Cristo, " (Gálatas 3:24). Por isso,  na festa da Páscoa, um cordeiro sem mácula tinha que ser sacrificado (Êxodo 12:3-6); isso representava o sacrifício de Jesus, "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1:29; 1 Coríntios 5:7). A condição de perfeição, que era requerida de todo sacrifício animal, apontava para o caráter perfeito de Jesus (Êxodo 12:5 e 1 Pedro 1:19).
    Nos livros (do Velho Testamento) que os judeus conheciam como “Os Salmos e Profetas”, há incontáveis profecias sobre como seria e como e quando viria  o Messias. Essas revelações tratam particularmente de como Ele morreria. A recusa do judaísmo, em aceitar a idéia de um Messias que morre, só pode ser devida à falta de consideração a essas profecias. E isso só poderia ocorrer por uma ou outra dessas razões ou por ambas, combinadas: desconhecimento das Escrituras ou por interesses particulares e/ou de grupos.
    Não nos esqueçamos que o conhecimento das Escrituras era obrigatório para todos os judeus e que eles, na maioria dos casos, cumpriam essa obrigação com zelo, embora muitas vezes com terríveis distorções. Isso era ainda mais verdade, se considerarmos as lideranças religiosas, que, em Israel, eram também as lideranças políticas.

O processo contra Jesus


    Antes, porém, de iniciar o exame das evidências que levaram às acusações contra Jesus, passemos rapidamente os olhos pelo processo em si, primeiramente para rememorar a seqüência dos acontecimentos e para, secundariamente, apontar irregularidades processuais que prejudicaram os procedimentos adotados:
    O acusado era um pregador e mestre bem popular, que havia viajado bastante pela região por três anos e que havia feito algumas visitas missionárias a Jerusalém. As acusações de que agiria por motivação política, que seria um revolucionário e tramado contra o governo não procediam, pois jamais havia Ele agido em segredo, mas pregado para multidões e falado em conhecidas instituições religiosas, incluindo o Templo em Jerusalém. O que teria levado as autoridades a prendê-Lo num jardim privado, já na escuridão da noite, ao invés de fazê-lo abertamente, à luz do dia, é matéria para conjecturas. O próprio Jesus estranhando a ocorrência, disse: “Saístes com espadas e varapaus para me prender, como a um salteador? Todos os dias estava eu sentado no templo ensinando, e não me prendestes” (Mateus 26:55).
    Atentemos para que Jesus foi aprisionado numa noite, acusado, julgado, condenado e executado no dia seguinte. Não é espantosa a rapidez com que as autoridades trataram do caso? Pode alguém imaginar que, em dadas circunstâncias, qualquer acusado tivesse um julgamento justo, com condições de apresentar defesa e usar dos direitos de apelo então vigentes? Jesus sabia que o processo era apenas uma trama para matá-Lo, simulando um motivo – e que isso ocorreria, como profetizado a Seu respeito em praticamente todo o Antigo Testamento. Minutos antes da chegada da turba com Judas Iscariotes à frente, para prendê-Lo, Ele havia dito aos seus discípulos: “Eis que é chegada a hora, e o Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores” (Mateus 26:45). Jesus obviamente sabia do desfecho daquela farsa e, também pouco antes da prisão, disse aos apóstolos que, se Ele não fosse sacrificado, “Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?” (Mateus 26:54).
    Depois da prisão, Jesus foi conduzido à casa do Sumo Sacerdote que assumia o cargo, Anás, para uma audiência preliminar. Depois disso, foi levado à casa de Caifás, o Sumo Sacerdote que deixava o posto, onde foi ouvido pelo conselho religioso, o Sinédrio.
Esgotadas as linhas de inquirição pelas autoridades judaicas, foi o acusado levado para interrogatório ante o governador romano, Poncio Pilatus. Ocorrida a audiência frente a Pilatus, o acusado foi conduzido ao governador de seu estado natal, a Galiléia. Herodes decidiu que, embora Jesus fosse galileu, os crimes alegados teriam ocorrido sob a jurisdição de Poncio Pilatus, havendo devolvido o acusado para o tribunal deste, onde foi julgado e condenado à morte.
    Existem duas coisas que, agora, precisam também ser levadas em conta: primeira, as lideranças religiosas judaicas não tinham autoridade para executar um criminoso; segunda, Pilatus desejava jogar a responsabilidade pelo processo judicial a uma jurisdição alternativa. Ou, em linguagem popular, ele queria “passar pra frente a batata quente”.

a. O julgamento perante o Sinédrio


    O Evangelho de Marcos, capítulo 14, dos versos 53 a 65, diz:
     “ Levaram Jesus ao sumo sacerdote, e ajuntaram-se todos os principais sacerdotes, os anciãos e os escribas. E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote, e estava sentado com os guardas, aquentando-se ao fogo.  Os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam testemunho contra Jesus para matá-lo, e não achavam.  Porque contra ele muitos depunham falsamente, mas os testemunhos não concordavam.  Levantaram-se por fim alguns que depunham falsamente contra ele, dizendo:  Nós o ouvimos dizer: Eu destruirei este santuário, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens. E nem assim concordava o seu testemunho. Levantou-se então o sumo sacerdote no meio e perguntou a Jesus: Não respondes coisa alguma? Que é que estes depõem conta ti?  Ele, porém, permaneceu calado, e nada respondeu. Tornou o sumo sacerdote a interrogá-lo, perguntando-lhe: És tu o Cristo, o Filho do Deus bendito?  Respondeu Jesus: Eu o sou; e vereis o Filho do homem assentado à direita do Poder e vindo com as nuvens do céu.  Então o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que precisamos ainda de testemunhas?  Acabais de ouvir a blasfêmia; que vos parece? E todos o condenaram como réu de morte. E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe socos, e a dizer-lhe: Profetiza! E os guardas receberam-no a bofetadas”.
    Fica claro para qualquer um, lendo as transcrições do caso, que o processo  prejudicou o acusado desde seu início. Ele foi o que pode ser chamado de “trabalho arranjado”.     Numerosas testemunhas foram chamadas contra o acusado, mas nenhuma foi capaz de convencer, com seus testemunhos: não havia concordância entre elas. Testemunhos inconsistentes não são considerados evidências válidas e o correto seria desconsiderar o que tenha sido dito por esses depoentes. Entretanto, o simples fato de as autoridades haver insistido em ouvir um grande número de testemunhas dúbias é uma indicação clara de que procuravam, a qualquer preço, culpar o acusado.
    Algumas testemunhas ofereceram a acusação específica contra Jesus, a de que Ele dissera que poderia destruir o templo e reconstruí-lo em três dias. O livro de Marcos, verso 14 e capítulos 57 a 59, diz:
     “Levantaram-se por fim alguns que depunham falsamente contra ele, dizendo: Nós o ouvimos dizer: Eu destruirei este santuário, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens. E nem assim concordava o seu testemunho”.
    Ainda que tenham sido contraditórias, as testemunhas foram consideradas. Obviamente, o valor real desses testemunhos, num processo imparcial, seria nulo!
    É importante também que percebamos o comportamento do acusado, frente a essas alegações vazias de credibilidade. Em seu evangelho, Marcos diz, no capítulo 14 e versos 60 e 61:
    “Levantou-se então o sumo sacerdote no meio e perguntou a Jesus: Não respondes coisa alguma? Que é que estes depõem conta ti? Ele, porém, permaneceu calado, e nada respondeu. Tornou o sumo sacerdote a interrogá-lo, perguntando-lhe: És tu o Cristo, o Filho do Deus bendito?”
    Ao contrário de defender-se do indefensável, o acusado manteve a dignidade e o notável silêncio.
    Dessa muito espalhafatosa cena de testemunhas arranjadas, passamos à maior carga feita para a condenação, realizada por ninguém menos do que o Sumo Sacerdote em pessoa.
    “Ele, porém, permaneceu calado, e nada respondeu. Tornou o sumo sacerdote a interrogá-lo, perguntando-lhe: És tu o Cristo, o Filho do Deus bendito?” (Marcos 14:61).
    Agora, finalmente, vemos um questionamento claro. O interrogador perguntava objetivamente se Jesus era o Messias, o Filho de Deus. No código legal judeu, não havia infração maior do que alguém declarar-se o Messias. Esse crime requeria automaticamente a punição com a pena de morte. Embora sabedor disso, Jesus respondeu positivamente à questão:
    “Respondeu Jesus: Eu o sou; e vereis o Filho do homem assentado à direita do Poder e vindo com as nuvens do céu” (Mateus 14:62).
    De fato, Jesus não só validou a acusação do Sumo Sacerdote, mas corroborou sua aparente culpa, ao chamar-se de Filho do Homem. Para os versados nas leis judaicas, o acusado se referia claramente aos livros de Daniel e de Salmos e se proclamava igual a Deus. Com essas poucas palavras, Jesus aparentemente se declarava culpado e se condenava à morte.

b. O julgamento perante Pilatus


    Uma das descrições do processo contra Jesus, em sua fase frente a Pilatus, está no livro de João, capítulo 18, do verso 28 ao final e capítulo 19, do verso 1 ao 16:
“Depois conduziram Jesus da presença de Caifás para o pretório; era de manhã cedo; e eles não entraram no pretório, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa. Então Pilatus saiu a ter com eles, e perguntou: Que acusação trazeis contra este homem?  Responderam-lhe: Se ele não fosse malfeitor, não to entregaríamos.  Disse-lhes, então, Pilatus: Tomai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe os judeus: A nós não nos é lícito tirar a vida a ninguém.  Isso foi para que se cumprisse a palavra que dissera Jesus, significando de que morte havia de morrer.
Pilatus, pois, tornou a entrar no pretório, chamou a Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Dizes isso de ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? Replicou Pilatus: Porventura sou eu judeu? O teu povo e os principais sacerdotes entregaram-te a mim; que fizeste? Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui. Perguntou-lhe, pois, Pilatus: Logo tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. Perguntou-lhe Pilatus: Que é a verdade? E dito isto, de novo saiu a ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum. Tendes, porém, por costume que eu vos solte alguém por ocasião da páscoa; quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus? Então todos tornaram a clamar dizendo: Este não, mas Barrabás.
Ora, Barrabás era salteador. Nisso, pois, Pilatus tomou a Jesus, e mandou açoitá-lo. E os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha sobre a cabeça, e lhe vestiram um manto de púrpura; e chegando-se a ele, diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas. Então Pilatus saiu outra vez, e disse-lhes: Eis aqui vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele crime algum.
Saiu, pois, Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. E disse-lhes Pilatus: Eis o homem! Quando o viram os principais sacerdotes e os guardas, clamaram, dizendo: Crucifica-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatus: Tomai-o vós, e crucificai-o; porque nenhum crime acho nele. Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e segundo esta lei ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus. Ora, Pilatus, quando ouviu esta palavra, mais atemorizado ficou; e entrando outra vez no pretório, perguntou a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta. Disse-lhe, então, Pilatus: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar, e autoridade para te crucificar? Respondeu-lhe Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fora dado; por isso aquele que me entregou a ti, maior pecado tem. Daí em diante Pilatus procurava soltá-lo; mas os judeus clamaram: Se soltares a este, não és amigo de César; todo aquele que se faz rei é contra César. Pilatus, pois, quando ouviu isto, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, e em hebraico Gabatá. Ora, era a preparação da páscoa, e cerca da hora sexta. E disse aos judeus: Eis o vosso rei. Mas eles clamaram: Tira-o! Tira-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatus: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César. Então lho entregou para ser crucificado”.
    Vejamos algumas coisas mais a respeito do julgamento perante o governador romano Poncio Pilatus. Rememorando: Jesus foi achado culpado de blasfêmia pela corte judaica e tido como merecedor da pena de morte. Não obstante, sob a ocupação romana, os líderes judeus não tinham autoridade para aplicar a pena de morte. Assim, havia a necessidade de fazer a acusação perante as autoridades romanas. Por outro lado, blasfêmia contra uma divindade judaica não era um crime punível com a pena capital, pelas leis romanas. Por causa disso, quando os judeus levaram o acusado perante Pilatus, ele inicialmente se recusou a reconhecer os crimes alegados:
    “Então Pilatus saiu a ter com eles, e perguntou: Que acusação trazeis contra este homem? Responderam-lhe: Se ele não fosse malfeitor, não to entregaríamos. Disse-lhes, então, Pilatus: Tomai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe os judeus: A nós não nos é lícito tirar a vida a ninguém” (João 18:29-31).
    Essa afirmativa, respeitante a tirar a vida, mostra que, realmente, os sacerdotes sequer faziam segredo de que o que buscavam não era um julgamento, mas uma forma de conseguir a morte do acusado!
    Como se constata, Pilatus se recusou a julgar o acusado e o devolvia às autoridades judaicas. Estas, então, deixaram claro que não o desejavam de volta e sim a sua morte.      Vemos que, mesmo antes do julgamento pelas autoridades romanas, os acusadores já pressionavam pela pena de morte.
    Nesse ponto, os registros não são muito claros e é difícil o estabelecimento de uma cronologia exata. A certa altura dos procedimentos, Pilatus tentou devolver o acusado para ser julgado por Herodes. Entretanto, uma coisa é muito clara: nem Pilatus nem Herodes foram capazes de encontrar qualquer motivo para executar o acusado.  No livro de Lucas, capítulo 23 e versos 14 a 16, lemos o que Pilatus alegou aos acusadores:
    “Apresentastes-me este homem como pervertedor do povo; e eis que, interrogando-o diante de vós, não achei nele nenhuma culpa, das de que o acusais; nem tampouco Herodes, pois no-lo tornou a enviar; e eis que não tem feito ele coisa alguma digna de morte. Castigá-lo-ei, pois, e o soltarei”.
    Pilatus ofereceu-se para liberar a Jesus (era costume dos romanos autorizarem a libertação de prisioneiros no tempo da Páscoa), mas a multidão recusou-se a ver o acusado livre e, ao contrário, pediu a soltura de Barrabás, um notório terrorista, que foi realmente solto. Parece inacreditável que as autoridades judaicas tenham preferido apoiar a libertação de um criminoso perigoso à comunidade, a optar pela liberdade de um pregador que nenhum mal fizera e que, em realidade, era bem conhecido por curar aos doentes e ressuscitar aos mortos – mas eram justamente essas coisas que os incomodava!
    Além disso, as autoridades judaicas comprometeram sua integridade nos procedimentos posteriores. Veja o que diz João 19:12:
    “Daí em diante Pilatus procurava soltá-lo; mas os judeus clamaram: Se soltares a este, não és amigo de César; todo aquele que se faz rei é contra César”.
    Uma vez mais, Pilatus tentou soltar o acusado, mas a essas alturas as autoridades judaicas sutilmente modificaram a acusação. Ao invés de continuar a acusar Jesus de blasfêmia, eles agora o denunciavam como pretendendo rivalizar com César. Obviamente, como governador romano, Pilatus teria que considerar seriamente essa acusação. Ele poderia não estar interessado em disputas religiosas judaicas, mas qualquer possível transgressão às normas romanas exigia sua inteira atenção. É claro, não havia qualquer evidência que ligasse o acusado a alguma revolução contra as autoridades de Roma. Ao contrário, todos tinham conhecimento de que Jesus recomendava que se pagassem os impostos a Roma, algo que as autoridades judaicas tendiam a se opor. Mateus 22:19-22 mostra como Jesus via a questão:
    ”Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um denário. Perguntou-lhes ele: De quem é esta imagem e inscrição? Responderam: De César. Então lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.  Ao ouvirem isso, ficaram admirados; e, deixando-o, se retiraram.” 
    Os líderes judeus então alegaram que eram leais cidadãos romanos, algo no que não se podia acreditar, dada a história de suas relações com Roma:
    “Mas eles clamaram: Tira-o! Tira-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatus: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César” (João 19:15).  
    A alegação, agora, era a de que eles, judeus leais a Roma, desejavam a morte de Jesus, por sua alegada infidelidade ao Império Romano!
    Ainda assim, Pilatus declarou que o acusado não era culpado de crime algum contra as leis romanas:
    “Pilatus, porém, disse: Pois que mal fez ele? Mas eles clamavam ainda mais: Seja crucificado. Ao ver Pilatus que nada conseguia, mas pelo contrário que o tumulto aumentava, mandando trazer água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Sou inocente do sangue deste homem; seja isso lá convosco.  E todo o povo respondeu: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos” (Mateus 27:23-25).
    Então, Pilatus entregou o acusado às autoridades judaicas, não sem antes praticar o ato que se tornaria muito conhecido através da história: a de que lavava suas mãos sobre aquele caso! Porém, é importante que se diga que Pilatus claramente evitava tomar uma decisão, tentando que Herodes o fizesse. Isso não ocorrendo, ele deixou de libertar o acusado, mesmo reconhecendo-o inocente. Ao contrário, entregou-o nas mãos dos judeus, permitindo, com isso, que eles o matassem.
    Jesus de Nazaré foi considerado culpado de blasfêmia sob as leis judaicas, mas não cometera nenhum crime contra as leis romanas. Assim, somos forçados a concluir que sua execução, sob as leis de Roma, foi ilegal.
    Agora, analisando a acusação de que foi considerado culpado, a de blasfêmia, sob a ótica judaica, vemos que:
    Jesus aparentemente aceitou a acusação feita pelo Sumo Sacerdote. Ora, pretender ser igual a Deus era crime punível com a pena de morte, pelas leis judaicas. Não obstante, existe uma situação na qual isso não seria crime: se a pessoa que fizesse a alegação fosse, realmente, Deus. Em outras palavras, se a declaração do acusado fosse verdadeira, ele não seria culpado de crime algum!
    Tudo o que a Lei e os Profetas haviam profetizado a Seu respeito, os milagres feitos e Sua palavra de autoridade eram demonstrações evidentes a todos os judeus, de que Jesus realmente era o Messias esperado, o Filho Deus. Então, por que foi Ele rejeitado por Seu povo e, objetiva e humanamente, quem orquestrou essa rejeição, que chegou até sua crucificação?

“A quem interessa o crime?”


    A primeira e mais clássica pergunta feita, ao ser investigado qualquer ilícito, é: “A quem interessa o crime?”. No caso da morte de Jesus, vemos que toda a sórdida trama  foi urdida, orquestrada e, até onde possível, executada pelas autoridades religiosas judaicas.
    Obviamente, os sacerdotes não ignoravam que Jesus era o Messias. Porém, Ele contrariava seus interesses de riquezas e de poder e interferia diretamente com seus negócios, como vemos em Marcos 11:15 a 18:
    “Chegaram, pois, a Jerusalém. E entrando Ele no templo, começou a expulsar os que ali vendiam e compravam; e derribou as mesas dos cambistas, e as cadeiras dos que vendiam pombas; e não consentia que ninguém atravessasse o templo levando qualquer utensílio; e ensinava, dizendo-lhes: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes feito covil de salteadores. Ora, os principais sacerdotes e os escribas ouviram isto, e procuravam um modo de matá-lo; pois o temiam, porque toda a multidão se maravilhava da sua doutrina”.
    Porém, uma das passagens que melhor demonstra que o caráter de Jesus era conhecido dos sacerdotes e dos doutores da lei, é João 11:48, que diz:
    “Então os principais sacerdotes e os fariseus reuniram o sinédrio e diziam: Que faremos, porquanto este homem vem operando muitos sinais? Se o deixarmos assim, todos crerão nele, e virão os romanos, e nos tirarão tanto o nosso lugar como a nossa nação”.  
    A intenção de matar a Jesus era tão conhecida, que, quem Judas Iscariotes, o traidor, foi procurar, para oferecer seus préstimos? Mateus 26:14 responde:
    “Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os principais sacerdotes, e disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata.”
    Acho que não resta dúvida de que era às lideranças religiosas judaicas que interessava a morte de Jesus e que foram elas as principais responsáveis pelas acusações e pelo processo fraudulento montado contra Ele.
    Mas, é bom, a essas alturas, que repitamos que não ignoramos que a morte de Jesus, como ocorreu, estava profetizada desde há milhares de anos e que cumpria que assim fosse. Ele mesmo o disse, ao ser preso, conforme Mateus 26:53:
    “Ou pensas tu que eu não poderia rogar a meu Pai, e que ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?”

O que pretendemos


    Relembramos que o que tem nos motivado, até aqui, neste artigo, é a descoberta de “quem” e “quais” as instituições humanas mais influentes no processo da morte e Jesus. Isso, com dois principais objetivos:

    a. contribuir para diminuir a influência  de muitas das versões e concepções errôneas criadas a respeito da morte do Senhor e

    b. alertar os interessados sobre as forças que, hoje, embora não mais tentando a morte de Jesus, continuam atuando para a destruição de Sua mensagem (alvo já perseguido quando de Sua vida física entre nós). Espantoso é que os interesses escusos dessas forças continuam os mesmos, assim como seus objetivos e as artimanhas que empregam.

    Vejamos primeiramente quais as versões mais conhecidas sobre a culpabilidade pela morte do Salvador:

    Foram os judeus – Essa versão suscita debates apaixonados e até extremos, por  envolver inclusive anti-semitas virulentos, defensores sionistas radicais, católicos romanos tradicionais e protestantes pró Israel, além de outras correntes de pensamento. Os primeiros, obviamente, visando apresentar e estigmatizar a todos os judeus, de Jesus até hoje, como  co-responsáveis pela Sua crucificação – a motivação desses grupos é política.
Os católicos romanos, por quase 2.000 anos, perseguiram os judeus, responsabilizando-os pela morte de Jesus. Somente há pouco mais de quarenta anos, depois do Concílio Vaticano II (encerrado em dezembro de 1965), foram os judeus isentos oficialmente, pela Igreja Romana, da acusação de ”deicidas”. Aparentemente, o que motivava o Vaticano eram fatores tanto políticos quanto religiosos.

    Ninguém - Por seu turno, muitos judeus negam que seus antepassados tenham tido qualquer responsabilidade na crucificação, pois ela seria apenas uma criação mitológica do Novo Testamento. O rabino de Jerusalém, Eliezer Berkovits declarou, em 2002, que “o Novo Testamento cristão é a mais perigosa publicação anti-semita da história”. Muitos teólogos cristãos concordam com ele e até propõem a exclusão de todas as passagens “anti-judaicas” do Novo Testamento, particularmente do Evangelho de João. Um professor emérito da Universidade Lehigh, da Pensilvânia, Estados Unidos, A. Roy Eckardt, sugeriu que os cristãos deveriam abandonar a ressurreição de Cristo, pois ela “permanece a principal e incessante fonte do anti-judaismo mundial”.
    Essas pessoas além de continuarem a rejeitar o Messias (que já veio), ignoram o caráter profético e de revelação que tem o Novo Testamento – em suma, parte da mesma Bíblia na qual eles declaram acreditar e que brandem em defesa de suas posições. A motivação desses grupos é religiosa e também política.

    Foram os romanos - Várias correntes evangélicas, especialmente nos nossos dias, tendem a minimizar a participação dos judeus na morte do Senhor, pois, sendo eles o “povo eleito”, devem ser defendidos das acusações que partem “do mundo”. Para esses crentes, o culpado principal seria o Império Romano – apesar das evidências do Novo Testamento! O comportamento desse grupo seria fruto de um sentimento de afinidade com o povo ”do Senhor”, especialmente em razão do estado de guerra, quase que permanente, que existente na região de Israel. A motivação dessas pessoas parece ser mais política do que religiosa.

    Como se nota, as discussões geradas pelo assunto estão longe de ser razoáveis e só aprofundam ferimentos e descobrem cicatrizes existentes entre os homens.

Então, “quem” matou Jesus?

    A idéia de que foram os judeus os responsáveis pela morte de Jesus deriva de má interpretação de muitos dos textos do Novo Testamento. Quando os autores dos Evangelhos se referiam a “judeus” como implicados na paixão de Cristo, eles não se referiam aos judeus então vivos, nem muito menos aos ainda não nascidos – eles tinham um grupo específico em mente: a elite do Templo.

    Estes sim, os sacerdotes e os doutores da lei, especificamente, foram os que tramaram a morte do Senhor. As multidões que gritavam “soltem Barrabás” e “crucifiquem a Jesus” eram manipuladas por seus corruptos líderes religiosos. Os dominadores romanos foram usados apenas porque os dominados não tinham autoridade para condenar alguém à morte. Roma não tinha interesse especial na morte de Jesus, pois Ele não punha em risco o domínio daquele Império na região. Não nos esqueçamos que Ele mesmo afirmou, quando interrogado por Pilatus:

    “O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui” (João 18:36).

    A elite religiosa judaica, essa sim, vinha sendo duramente admoestada por Jesus, como também o era pelo Pai, por haver o sacerdócio degenerado a uma mera forma litúrgica, sem nenhuma substância preciosa. Os profetas não diziam ao povo o que Deus lhes ministrava, mas o que as massas queriam ouvir. Esses líderes cegos não mais reconheciam que sua tarefa primordial era pastorear as ovelhas – serem pastores – e não  se limitarem a cumprir rituais e a buscar o ganho pessoal. Embora esses homens passassem suas vidas inteiras falando e ensinando sobre a Lei de Deus, poucos deles compreendiam a Palavra Dele e a obedeciam de todo o coração.

    Agora sim, parece que temos elementos para responder à clássica pergunta dos investigadores policiais “A quem interessava o crime?”. E a resposta NÃO É “aos judeus”, mas sim “às elites religiosas”  (que eram judaicas, mas poderiam ser de qualquer outra nacionalidade, houvesse Deus escolhido outro povo como “o Seu”). Trocando em miúdos - se Deus tivesse elegido outro povo como Seu, certamente Jesus teria nascido nesse outro povo e os sacerdotes desse povo teriam sido os responsáveis pela morte do Messias – tivessem as circunstâncias se mantido as mesmas! Então, não tem qualquer sentido a acusação contra os judeus, como povo! (E não nos esqueçamos de que os seguidores de Jesus, nos primórdios da igreja do Novo Testamento, eram judeus!).

E hoje, como seria?

    Como dissemos, um dos nossos objetivos com este artigo era alertar quanto à atuação, hoje, das mesmas forças malignas usadas por Satanás no drama da morte do Senhor. Uma forma que nos parece muito apropriada de fazer isso é procurando evidências do que ocorreria se Jesus voltasse em nossos dias, mantendo o mesmo caráter de Sua vinda há mais de 2.000 anos. Sabemos que o Salvador virá outra vez (e muito brevemente), agora não mais no papel de cordeiro expiatório, mas como Juiz e Senhor! Ainda assim, vamos imaginar Cristo, neste século XXI, fisicamente vivo, pregando as mesmas mensagens e fazendo os mesmos milagres, outra vez!

    A quem incomodaria a presença do Filho de Deus, em pessoa, outra vez entre nós?

    Aos salvos, os crentes verdadeiros, lavados pelo sangue do Cordeiro, vivendo na santidade do Espírito, amados e servidos por seus pastores/servos? Certamente que não – para estes, a presença física do Senhor seria de gloriosa alegria!

    Aos não salvos (e não interessados na salvação), vivendo no mundo e na carne,  justificados pelo “politicamente correto”, pela “ciência” engajada, pela mídia “moderna” e por uma ética espraiada, sem definições e fronteiras? Para estes, Cristo não passaria de um ”cara por fora”, “careta”, que estaria tentando cercear “a liberdade” de cada um agir exclusivamente em função de seus interesses, sem considerar sequer as interdependências geradas pela simples vida em sociedade! Estes tenderiam a menosprezar e a ignorar a Cristo. A eles, também não incomodaria a presença física do Senhor (como também não incomoda a presença espiritual)!
Aos não salvos, mas de corações e mentes abertos para a salvação, a presença física de Jesus seria mais um incentivo à decisão pela Vida em Abundância e, em conseqüência, motivo de alegria. A esse grupo também não incomodaria o retorno de Jesus.

    Porém, há um grupo ao qual Cristo se dirigiria especialmente e ao qual incomodaria enormemente: às lideranças religiosas espúrias, aos pastores-lobos e suas igrejas de coxos espirituais. A história se repete e mais uma vez muitas das ovelhas dispersas de Deus estão sendo conduzidas por “guias cegos” (Mateus 23:24), pastores que se recusam a reconhecer os sinais dos tempos e continuam a derrubar celeiros para construir outros maiores (Lucas 12:18).                                                                                     

    Cristo seria grande incômodo, em pessoa e com sua corda dobrada, aos atuais “vendilhões do templo”, que transformaram a igreja, a Noiva do Cordeiro, em rameira, cujo interesse primordial é o lucro, a acumulação de riquezas, o poder  e a fortuna de seus “donos”. Muitos destes são  proprietários de mansões de muitos milhões, de iates, de helicópteros, de haras repletos de cavalos de raça, de contas bancárias em paraísos fiscais e de coleções de carros importados de altíssimo preço. Nosso Senhor incomodaria bastante a todos os pastores e “igrejas”, cujas vidas financeiras não passariam no teste da quebra de sigilo bancário pela Polícia Federal e numa investigação por parte do Ministério Público.  

    Ele incomodaria sobremaneira aos “empresários da fé”, com suas grandes firmas “gospel”, onde o marketing é o regente máximo e o único objetivo são os lucros, que vão direto para os bolsos desses enganadores.   

    O incômodo seria grande também (infelizmente) para os crentes imaturos, que não se debruçam sobre a Palavra e não a conhecem. Seria incômodo também para aqueles que vivem um evangelho revisionista, “de resultados”, “contextualizado”, “moderno” e permissivo. Estes seriam novamente induzidos pelos lobos vestidos de cordeiros a fazer parte da turba insensível  e enganada que gritaria, mais uma vez, “Crucifica-o, crucifica-o. E que seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos!”

O que fazer?

    Nós vivemos no fim dos tempos. E estava profetizado (e escrito) que o que presenciamos hoje no mundo, na igreja, no meio dos crentes e entre as lideranças religiosas iria acontecer – agora! Embora a maioria dos cristãos concorde com isso, é apenas uma minoria deles que está atenta para essa realidade e que age, de alguma forma, contra essa ocorrência. Assim, o recrudescimento do aparecimento dos falsos pastores muitas vezes passa despercebido. Isso, especialmente porque, à luz de um evangelho elástico e deformado, eles são as lideranças adequadas para um rebanho de crentes que apenas buscam  as bênçãos, mas, nem de longe, assumem suas responsabilidades para com o Senhor. 

    Então, o que fazer? Em primeiro lugar, abrigue-se sob as asas do Espírito: ore,  pedindo a Ele que o ajude discernir quem são os falsos pastores. Siga a descrição de João 10:11 a 13, para identificar o joio no meio do trigo: 

     “... O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Mas o que é mercenário, e não pastor, de quem não são as ovelhas, vendo vir o lobo, deixa as ovelhas e foge; e o lobo as arrebata e dispersa. Ora, o mercenário foge porque é mercenário, e não se importa com as ovelhas”.

    Depois que você os identificar, faça como recomenda Mateus 7:15-16: 
“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?”
Acredito que o poder e os interesses da igreja corrompida do tempo de Jesus sejam proporcionalmente idênticos aos da mesma parcela apóstata da igreja de hoje e que, essa igreja, como instituição, assim como seus pastores, iguais àqueles, não titubeariam em arquitetar outro processo contra Jesus e em procurar com que ele chegasse ao mesmo fim. E isso, pelo fato de que Jesus jamais mudou Sua reação contra a igreja corrompida.  

    Satanás sabe que perderá a guerra, pois, a mais importante das batalhas, Cristo já venceu, no Calvário. Não obstante, o Inimigo continua a trabalhar arduamente, no intuito de arrastar consigo o maior número possível de pessoas em sua queda derradeira e inevitável. Fique alerta, para que você e os seus amados não sejam enganados – saiba separar os pastores dos lobos (o joio do trigo) e a manter distância deles!  

 

IMPORTANTE – Recomendamos a leitura dos vários artigos sobre o ministério pastoral, relacionados na página ARTIGOS, neste site, sob o subtítulo Sobre os Ministérios na Igreja. Através deles você será abastecido de informações bíblicas que o habilitarão a diferençar os lobos dos pastores verdadeiros.

 

(*) Otto Amaral – Otto Amaral, residindo presentemente em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná, tem dedicado os anos mais recentes ao estudo e à divulgação dos assuntos relacionados às igrejas domiciliares, em especial os relativos à restauração das práticas neo-testamentárias na igreja. Otto residiu nos Estados Unidos, onde estudou no Jubilee Fellowship Training Center,de Pensacola, Flórida e é ordenado pelo The Light Christian Ministry, de Marion, Iowa e pelo Universal Ministries, de Milford, Illinois. Otto é o organizador e o responsável por este site. Comunique-se com ele através da opção CONTATO, na página inicial.

 

 

 
 
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 Atualização de 15 de setembro -
    LEIA O NOVO ARTIGO:

   - QUEM MATOU JESUS?

    Interessante estudo sobre as pessoas e
     as entidades que, no plano terreal, foram
     instrumentos na concretização do drama
     do Calvário.
     Análise bíblica e jurídica do processo for-
     jado contra Jesus para levá-lo à morte.
     E se Ele voltasse hoje, nas mesmas con-
     dições, como seria?
     Quem quereria matá-lo de novo?

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